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18 de set. de 2018

Iansã, a Grande Transgressora

Iansã
Conta-nos uma de suas histórias, que Iansã era na verdade um búfalo, e que Ogum flagrou-a tirando a pele de búfalo e entrando no rio para um banho. O ferreiro Ogum apaixonou-se por ela, escondeu a pele de búfalo e seduziu-a. Ela consentiu em segui-lo ao seu reino, desde que ele jamais revelasse o segredo do búfalo. 

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Boa leitura!

29 de jul. de 2018

Interpretação Psicológica do Kundalini - C.G. Jung - P3


Como já relatado anteriormente, Wilhelm Hauer apresentou seis seminários intitulados “Yoga, Significado dos Chakras” no Clube de Psicologia em Zurique, sendo seguido por Jung, que conduziu quatro seminários, intitulados “A Interpretação Psicológica do Kundalini Yoga”, nos quais discorreu sobre o simbolismo do sistema de chakras.

Interpretação Psicológica do Kundalini - C.G. Jung - P2



O Yoga vem se tornando cada vez mais popular no Ocidente. Ao mesmo tempo em que essa popularização permite à nossa sociedade entrar em contato com uma prática milenar, que durante muito tempo foi mantida em círculos fechados de eruditos, também leva a distorções e interpretações equivocadas, já que se dissemina em uma cultura completamente diferente.

Interpretação Psicológica do Kundalini - C.G. Jung - P1



Esta monografia versa sobre os quatro seminários apresentados por Jung em 1932 nos encontros que realizava no Clube de Psicologia, em Zurique. Nesses seminários, intitulados “A Interpretação Psicológica do Kundalini Yoga”, Jung abordou o simbolismo do sistema de chakras do Kundalini Yoga, entendendo-o como uma espécie de intuição da consciência coletiva oriental sobre a existência e o funcionamento do sistema psíquico. Ou seja, Jung enxerga no Kundalini Yoga uma intuição de sua própria teoria, e no despertar da kundalini, o iniciar do processo de individuação. Jung discorre sobre esse processo (do despertar da kundalini), amplificando seus símbolos através de mitos e imagens.

No presente trabalho, busco fazer uma releitura crítica dos pensamentos de Jung a respeito desse tema, com o intuito de renová-los e reposicioná-los dentro de uma perspectiva atual.

19 de jul. de 2017

Carl Jung: Obstáculos ao Crescimento Psicológico

A individuação nem sempre é uma tarefa fácil ou agradável, e o indivíduo precisa ser relativamente saudável em termos psicológicos para começar o processo. O ego precisa ser forte o suficiente para suportar mudanças tremendas, para ser virado pelo avesso no processo de individuação.

Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo

De acordo com Jung, todo indivíduo possui uma tendência para a individuação ou autodesenvolvimento.

"Individuação significa tornar-se um ser único, homogêneo, na medida em que por 'individualidade' entendemos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si mesmo. Podemos, pois, traduzir 'individuação' como 'tornar-se si mesmo'" (Jung, 1928, p.49).

Carl Jung: Símbolos e Sonhos

De acordo com Jung, o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo (que é uma forma sem conteúdo específico), quanto mais um símbolo harmonizar-se com o material inconsciente organizado ao redor de um arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa, emocionalmente carregada.

Carl Jung: Principais Arquétipos da Personalidade

Cada uma das principais estruturas da personalidade são arquétipos, incluindo o ego, a persona, a sombra, a anima (nos homens), o animus (nas mulheres) e o self. Quando tornam-se individuados, esses arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.

Carl Jung: Introdução à Arquétipos e Inconsciente Coletivo

Carl Gustav Jung nasceu na Suíça a 26 de julho de 1875. Sua concepção sobre o inconsciente pessoal é semelhante ao inconsciente da teoria psicanalítica.

O inconsciente pessoal é composto de memórias esquecidas, experiências reprimidas e percepções subliminares. Porém, Jung formulou o conceito de "inconsciente coletivo", também conhecido como impessoal ou transpessoal. Seus conteúdos são universais e não-estabelecidos em nossa experiência pessoal.

Este conceito constitui, talvez, a maior divergência em relação a Freud, e ao mesmo tempo, sua maior contribuição à Psicologia.

15 de out. de 2015

Povo Cigano na Umbanda


Os Ciganos na Umbanda, bem como boiadeiros, marinheiros, baianos e orientais, não faziam parte da constituição inicial apresentada no surgimento da Religião. Entretanto, representam hoje, importante falange dentro dos trabalhos regulares das Giras de Umbanda. A falange dos Ciganos no astral cresce dia a dia, pois, cada vez mais, antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria sobre seu amor pela natureza e sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo, terra e ar.

14 de out. de 2015

Ogum e o arquétipo da coragem


Ogum é um orixá muito popular e querido em nosso país. Orixá guerreiro, senhor da forja dos metais, da metalurgia e da tecnologia, possui caráter violento, impulsivo e arrebatado. É o senhor das estradas, não das encruzilhadas que é domínio de Exu, mas dos caminhos em si.

Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà, o fundador do Ifé, e foi ele que se tornou regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego. Em algumas lendas é filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxóssi.

Omolu; o Curador Ferido


Omulu, assim como Nanã Buruquê é uma das divindades mais antigas do panteão Iorubá.
Pierre Verger diz que a antiguidade dos cultos de Omolu e Nanã Buruquê, frequentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Esse ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior a Idade do Ferro e à chegada de Ogum (que veio com Odùduà).

Ossain e a transformação da realidade









Ossain, conhecido também por Ossonhe, Ossãe e Ossanha é o orixá das plantas e ervas tanto medicinais como litúrgicas.

É um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nanã, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossain é um Orixá originário da etnia Iorubá. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um Deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossain dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.

Xangô; o fogo que rasga o céu


Xangô foi o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Talvez por isso seja um Orixá tão popular por aqui. Tanto que em Recife, seu nome serve para designar o conjunto de cultos africanos praticados no Estado de Pernambuco. Filho de Oranian (fundador da cidade de Oyó e de sua dinastia), Xangô é símbolo da realeza, sendo aquele que reina forte e imbatível, e seu grande prazer está no poder.