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29 de jun. de 2017

Pecados, Modernidade e Umbanda - Por: Pirro D'Obá


Somos frutos de uma sociedade “pós-moderna”. Mas o que isso quer dizer afinal?

Sabemos que a modernidade se trata de um período histórico influenciado pelo Iluminismo, datado entre meados do século 16 e começo do século 20. Uma era em que o homem buscou de diversas formas colocar a racionalidade como elemento influenciador dos processos sociais, políticos, econômicos e filosóficos.

16 de dez. de 2016

Hegemonia Política e Cultural Umbandista - Por: Fernando Ribeiro


Existe um conceito muito interessante estudado em Sociologia (principalmente por Antonio Gramsci) que se chama “Hegemonia”.

Hegemonia para a ciência política expressa a dominação ou predominância ideológica de um "grupo social" sobre outros dentro de determinado contexto da sociedade. Ou seja, para que um grupo consiga atingir predominância e respeitabilidade, é necessário que ele atinja “hegemonia social”,  é necessário que consiga espaço para expressar politicamente os ideais que seu grupo carrega.

Na perspectiva do pensador italiano Antonio Gramsci (1891-1937), existem mecanismos de construção de uma hegemonia; ela pode ser alcançada de diversas formas: pela cultura, pela arte, pela política, pela ação social. Logo que a sociedade é um local habitado por ideias que ora se encontram ou se contradizem, que ora se apoiam ou se conflitam. Essas ideias buscam através de instrumentos diversos ganhar superioridade frente a questões internas e externas do próprio grupo da qual ela faz parte.

1 de dez. de 2016

Exu não é Diabo - A Demonização Histórica de Exu

Seria Exu o demônio? Esta é a questão que permeia o imaginário popular, sobretudo no Brasil, dentro ou fora dos círculos das religiões Afro-brasileiras, na Umbanda, no Espiritismo e principalmente no Catolicismo e no Neopentecostalismo, enfim, qualquer pessoa que escute a palavra de Exú tem seu pensamento voltado a imagem do ser horrendo oriundo das "profundezas", com chifres, pés de bode, tridente e capa.

13 de out. de 2016

O Renascimento Umbandista em Rubens Saraceni


Na História da Umbanda temos inúmeros personagens importantes que desempenharam papéis primordiais para consolidação de nossa Religião. Nomes como Leal de Souza, que foi um dos primeiros autores a falar de Umbanda; Zélio Fernandino de Moraes, que foi o próprio fundador de nossa religiosidade; Benjamin Figueiredo, que trouxe uma ritualística e liturgia própria para a Umbanda; Tata Tancredo, representante das perspectivas africanistas da Umbanda; W. W. da Matta e Silva, responsável por introduzir com profundidade a influência esotéria na religião.

São inúmeros personagens além desses citados, alguns mais conhecidos, outros voltados a iniciações mais reservadas, alguns mais engajados socialmente, outros mais voltados a perspectivas intelectuais.