26 de jun de 2017

3 Tipos Psicológicos de Umbandistas Contemporâneos


Nesses pouco mais de 100 anos de nossa amada Umbanda tivemos variações tremendas de cenários que contextualizaram o perfil dos umbandistas em cada década em que viveram. Ser umbandista (temos de concordar) não foi uma coisa fácil, principalmente antigamente onde os casos de intolerância muitas vezes não vinham a público, não tínhamos as ferramentas tecnológicas de comunicação que temos hoje, e nem o tanto de conteúdo em livros e plataformas como atualmente. Era extremamente difícil lidar com o preconceito, mas mesmo assim, tivemos ancestrais que nos legaram essa religião linda e que hoje podemos desfrutar de todo o seu esplendor teológico, ritualístico e principalmente intelectual.

Existe um frescor na Umbanda contemporânea. Os umbandistas se sentem mais a vontade para afirmar sua religiosidade diante da sociedade, e os casos de preconceitos surgem nas mídias e isso faz com que os intolerantes nos olhem mais ressabiados antes de terem atitudes radicais diante das consequências judiciais que poderão sofrer.

Nesse novo cenário social, vale a gente destacar 3 tipos de umbandistas da atualidade. São 3 perfis que com certeza você conhece e com certeza você pode estar enquadrado. Vale analisarmos para verificar em quais pontos podemos nos corrigir e achar um equilíbrio propício tanto para nós quanto a Umbanda de uma maneira geral.


O primeiro é o "umbandista pró ativo"


Esse umbandista tem como ponto forte a busca intensa por conhecimento, seja da própria religião umbandista ou de assuntos gerais da humanidade. Ele está sempre em busca de aprimoramento de suas faculdades intelectuais, e não mede esforços para que cada vez mais saiba a respeito de determinados assuntos que compõem a sua realidade. Está sempre lendo um livro novo, está sempre fazendo um curso novo.

O ponto negativo que esse perfil costuma ter é: Não entender muitas vezes que junto com o conhecimento, também é necessário termos sabedoria. Pois não adianta nada termos sapiência sobre determinados assuntos, mas em contrapartida não possuirmos o tato adequado para utilizá-lo. A sabedoria nos dá a oportunidade de sermos mais analíticos a respeito de determinadas situações, onde podemos ponderar de acordo com as conjunturas a necessidade ou não de aplicarmos nosso conhecimento. Sem sabedoria o conhecimento pode cair nas garras do orgulho, da arrogância, da vaidade. Porém, quando unimos conhecimento e sabedoria, podemos ir muito longe, nos tornamos agentes equilibradores de qualquer contexto social que nos envolve.

Para esse primeiro perfil, um equilíbrio entre sua vontade de conhecimento com o conhecimento adquirido, mais a obtenção de sabedoria para lidar com tudo que o envolve é enfim o horizonte a ser alcançado. Muitos já alcançaram esse equilíbrio, e são os expoentes dentro dos terreiros e das tendas umbandistas.


O segundo é o "umbandista procrastinador"


Ou seja, é o umbandista que está vendo a Umbanda passando por agudas transformações, onde os terreiros estão mais propensos ao ensino e que os conteúdos de conhecimento estão disponíveis em diversas plataformas. Porém, não é capaz de colocar o conhecimento da religião como prioridade em sua vida. Sabe claramente que precisa estudar, mas deixa o estudo para depois, para amanhã, para semana que vem. 

O ponto positivo desse perfil é que existe um potencial muito grande para realizar grandes coisas tanto para si, quanto para a Umbanda, bastando apenas uma reavaliação de sua lista de prioridades. Já o ponto negativo se encontra no fator desagregador, onde irmãos que procuram conhecimento não poderão contar com ele para o aprendizado de questões pragmáticas da religião umbandista, causando até falta de prestígio, algo que mexerá muito com sua autoestima.

Para esse perfil o equilíbrio está em priorizar o que realmente é importante. Se hoje sua família e seu trabalho são importantes, uma reavaliação poderá acrescentar o fator "conhecimento" nesse leque, o que o ajudará a trazer benefícios psicológicos e sociais de sua vivência na Umbanda.


O terceiro é o "umbandista descomprometido"


Esse perfil se destaca pela sua alienação perante a história da religião e pelo fato de não entender que o conhecimento se faz necessário na sociedade globalizada que vivemos hoje. Vê o ensino e a propagação da cultura umbandista como uma coisa negativa, acha que tudo isso deve estar restrito aos terreiros de um modo geral, sem perceber que a complexidade do mundo exige de nós um entendimento maior sobre nossa religião frente a sociedade. 

O ponto positivo desse perfil é que a qualquer momento poderá perceber seu papel dentro da religião e começar a buscar um novo tipo de identidade e atitude agregadora, o que causará um impacto positivo em nossa realidade religiosa. O ponto negativo é o fundamentalismo, pois como bem sabemos, a ausência de conhecimento e comprometimento traz à tona o radicalismo como postura, o que gera conflitos, rompimentos e diversas situações negativas que vemos acontecer muitas vezes tanto nas redes sociais como em terreiros de um modo geral.

Para esse perfil o equilíbrio se encontra em um "despertar" urgente. Desperto, esse perfil poderá revolucionar sua vida da noite pro dia com o tanto de conteúdo que temos disponível e que até hoje ele não foi capaz de consultar.


E aí? Estamos em algum desses estágios?
Então, "bora" buscar o equilíbrio?  
Axe irmãos!!!

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