10 de jan de 2017

Bebidas e Cigarros na Umbanda


O fumo (tabaco) é considerado uma “Erva de Poder”, usada há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de Cura, Pajelança e Xamanismo.

Tudo que é sagrado traz o Divino e as virtudes para nossas vidas; sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vício. Assim, o mesmo tabaco que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana. Industrializado no formato de cigarro, o fumo traz além da nicotina mais outros 4.250 agentes tóxicos, prejudiciais à saúde, sendo causadores de várias doenças, entre elas o câncer. Resultado do uso profano…

Algo muito parecido acontece com o álcool que como “Bebida de Poder” atrai forças e poderes das divindades, também utilizado para curas. Dentro do conceito elemental, o fumo é o vegetal que traz o elemento terra e água, quando utilizado no fumo e defumação traz elemento ar e fogo. Resumindo, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda.

O álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o “Fogo líquido”, de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno, já que pode ser ingerido. Logo, as entidades de Umbanda não têm vício e nem apego a estes elementos, não bebem (não devem beber) além de alguns poucos goles e nem tragam a fumaça que é manipulada apenas. Alguns Guias chegam a cuspir em recipientes adequados, a famosa “caixinha”, que fica ao seu lado para neste ato evitar ao máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam para o trabalho e muito do que vêm pela química industrial.

O Astral têm nos ensinado muitos recursos para evitarmos o uso de cigarros industrializados no Templo. No reino vegetal, temos ervas de várias propriedades, que quando combinadas e ativadas (queimadas) tornam-se grandes condutores energéticos, descarregadores, energizadores e equilibradores. Então, seguem algumas receitinhas: Façam charutos para caboclos com as seguintes ervas piladas: sálvia, alfazema e calêndula, pode ser enrolada na palha, o Caboclo aceita esta receita que é muito boa e funciona tanto quanto um charuto bom e natural, sem a química.

Para Preto Velho faça o fumo de cachimbo com sálvia, alecrim, folha de café e urucum. Para Exu troque o cigarro comum por charutos ou cigarrilhas. Para Pombagira troque o cigarro por cigarrilha. Temos a opção para Exu, de pilar sálvia, cravo vermelho seco e levante e, para Pombagira, podemos usar sálvia, hibisco e rosa vermelha. Cabe a nós facilitarmos o trabalho das entidades.

Erroneamente, algumas pessoas acreditam que Exu tem que beber garrafas de “marafo” (álcool, águardente, pinga), assim como Baianos e outras Linhas, pensam que Marinheiro “enche a cara” e vêm embriagado, quando sua “embriaguês” é a energia e a vibração do mar que ele traz. Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de “curiador” (a bebida correta para cada linha de trabalhos), sendo assim:

  • Caboclos bebem cerveja ou água de côco
  • Preto-velho bebe café e em alguns casos já presenciamos utilizarem vinho;
  • Crianças bebem guaraná e suco de frutas, mas também presenciamos algumas que tomam outros tipos de refrigerante;
  • Baianos bebem água de côco ou batida de coco;
  • Boiadeiros bebem cerveja escura;
  • Marinheiros bebem rum e alguns bebem cerveja clara;
  • Exu bebe a “marafo” (pinga). Alguns bebem whisky ou vinho (embora não seja comum já vimos alguns que bebem cerveja);
  • Pombagira bebe champagne ou sidra.

É imprescindível o “marafo” no trabalho de Exu, mas não para beber em demasia. A bebida é usada para manipulação magística, é colocada no Ponto, na tronqueira, lavam os instrumentos, etc. No caso de Exu, sua vibração é mais densa, por isso, pode-se antes da incorporação, passar um pouco de pinga nas mãos, pés, testa e nuca, assim o médium sentirá sua vibração baixar, facilitando a conexão da incorporação.

Se numa determinada situação é preciso derrubar mais a vibração orgânica é onde possivelmente a entidade toma um golinho de “marafo”. Dependendo do trabalho, pode ser preciso ingerir mais, com a intenção de manipular e canalizar esta energia, nada além disso. Uma outra função da bebida, muito usado pelas Linhas da Direita é usá-los como o “contraste”, usado pela medicina tradicional. Quando algum problema de ordem física está ocorrendo, eles magnetizam a bebida, tal como, vinho, água de côco, água pura, batida, etc., e pedem para o consulente ingerir uma pequena quantidade, aí eles conseguem visualizar outras coisas no organismo (é como um check-up mais apurado).

Mas, atenção: se tiver Preto Velho virando garrafas de vinho, Baianos matando litros de batida, então algo está fora da doutrina e da educação mediúnica.

Umbanda é Luz, e onde não houver bom senso e ética, não tem Umbanda!


Por: Rodrigo Queiroz
Fonte. umbandaeucurto.com
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